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Círculos de Partilha Emocional | Encontre Acolhimento e Conexão

Encontros que estimulam a expressão autêntica de emoções, promovendo conexões significativas e apoio mútuo através da escuta ativa e do compartilhamento de vivências.

Publicado em Última atualização em

Introdução Visual

Um grupo de pessoas sentadas em um deque de madeira
Photo by Nik Schmidt on Unsplash
três mulheres sentadas uma perto da outra perto de flores
mão esquerda de pessoa sobre tecido roxo
foto em vista superior de homem e mulher de mãos dadas
mulher de camisa de manga longa laranja segurando a mão de outra mulher
pessoa entregando anel para outra mão durante o dia
esboço em preto e branco de um homem
Três mulheres rindo e conversando em uma mesa
um grupo de garfos dispostos em círculo
Photo by Michaela St on Unsplash
Dois homens sentados em uma pedra olhando para o oceano
homem de camiseta branca segurando a mão de um bebê
grupo de pessoas sentadas em banco de frente para um corpo d'água calmo
Photo by Bende Márk on Unsplash
Amigos se abraçando afetuosamente
Photo by Odile on Unsplash
um grupo de pessoas com as mãos unidas
Um casal de mãos dadas
Quatro amigos curtindo um piquenique no parque
um grupo de pessoas em pé formando um círculo
Photo by sayan Nath on Unsplash
quatro pessoas com os braços nos ombros umas das outras olhando o pôr do sol
um grupo de mulheres sentadas em cima de um campo de terra
Photo by Thái An on Unsplash
silhueta de 3 homens em pé na praia durante o pôr do sol
Photo by Tep Dara on Unsplash

Antecipação

Naquela manhã, enquanto tomava meu café olhando a chuva cair na janela, me peguei relendo o convite para o Círculo de Partilha. "O que estou fazendo aqui?", pensei, sentindo o coração acelerar. Minhas mãos suavam ao redor da xícara. A ideia de me abrir com desconhecidos me dava um frio na barriga, mas aquela vontade de me livrar do peso que carregava há meses falou mais alto. Liguei para uma amiga próxima, que me incentivou: "Vai lá, meu bem! Como diz o ditado: 'uma andorinha só não faz verão'." Na véspera, preparei um chá de camomila e anotei num caderninho o que gostaria de compartilhar, sem pressão, só o que viesse do coração.

Imersão

O local escolhido era uma sala aconchegante. As cadeiras estavam dispostas em círculo, criando um ambiente acolhedor. "Bem-vinda!", disse uma mulher de sorriso fácil, que depois descobri ser a facilitadora. Enquanto os participantes chegavam, percebi que cada um trazia sua própria história nos olhos. Quando chegou minha vez, senti um nó na garganta. "Pode começar quando se sentir pronta", disse a facilitadora, com um aceno encorajador. Respirei fundo e comecei a falar, e para minha surpresa, as palavras fluíram como um rio que transborda. O silêncio respeitoso do grupo me envolveu como um abraço, e pela primeira vez em meses, me senti verdadeiramente ouvida.

Reflexão

Ao sair do encontro, ainda com o coração quente, parei na padaria da esquina e pedi um pão de queijo. Enquanto saboreava aquele lanche típico, me dei conta de que havia deixado para trás um peso que carregava há tempos. No ônibus de volta para casa, peguei meu celular e enviei uma mensagem para um familiar próximo. Naquela noite, deitada na cama, revivi cada história que ouvi e percebi o quanto éramos diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais em nossas dores e esperanças. O despertador tocou no dia seguinte e, pela primeira vez em muito tempo, acordei com vontade de enfrentar o dia. O círculo me mostrou que dividir nossas histórias não é sinal de fraqueza, mas de coragem - e que, como diz o ditado, "uma andorinha só não faz verão".

Compartilhar o que sentimos com pessoas que nos acolhem sem julgamento proporciona um alívio que muitas vezes a terapia sozinha não consegue alcançar.
Criamos laços com pessoas que entendem nossas dores, formando uma rede de suporte que vai além dos encontros.
Ao ouvir e contar histórias, nos reconhecemos em diferentes fases da vida, ampliando nossa compreensão sobre nós mesmos.
Dividir preocupações em um ambiente seguro diminui a sensação de solidão e ansiedade.
A prática constante da escuta ativa nos torna mais compreensivos com as dores alheias.
Conhecer diferentes formas de lidar com desafios semelhantes nos oferece novos caminhos para nossas próprias questões.
Num mundo cada vez mais digital, esses encontros nos lembram do poder do olho no olho e da escuta verdadeira.
  1. Pesquise grupos na sua região ou online - peça indicações em centros comunitários, CAPS ou redes sociais
  2. Verifique as credenciais dos facilitadores e leia depoimentos de participantes
  3. Escolha roupas confortáveis e leve um caderno para anotações pessoais
  4. Chegue 10 minutos antes para se ambientar e conhecer o espaço
  5. Participe primeiro como ouvinte, observando a dinâmica do grupo
  6. Quando se sentir à vontade, compartilhe suas experiências no seu ritmo
  7. Após o encontro, reserve um tempo para processar as emoções que surgiram
  • Disposição para ouvir com atenção plena
  • Compromisso com a confidencialidade
  • Respeito às experiências alheias
  • Celular/computador com câmera e microfone (para encontros online)
  • Espaço tranquilo para participar sem interrupções
  • Conexão estável com a internet
  • Caderno e caneta para anotações pessoais

Este é um espaço seguro e sigiloso. Respeitamos o tempo e os limites de cada participante. Não é permitido gravar ou reproduzir o que for compartilhado. Pessoas em crise serão orientadas a buscar ajuda profissional especializada. Valorizamos a diversidade e não toleramos nenhuma forma de discriminação.

De jeito nenhum! Você é bem-vindo(a) apenas para ouvir. Muitos participantes levam dois ou três encontros até se sentirem confortáveis para compartilhar.
Grupos sérios têm um facilitador capacitado, regras claras de convivência e não fazem promessas milagrosas. Desconfie de grupos que cobram valores abusivos ou que não respeitam seus limites.
Com certeza! Os círculos complementam o trabalho terapêutico, mas não substituem acompanhamento profissional. Converse com seu terapeuta sobre sua participação.
Chorar é mais que permitido - é natural! Aqui ninguém vai te julgar por expressar suas emoções. Temos sempre lenços à disposição e você pode pedir uma pausa se precisar.
Tudo o que é compartilhado no grupo fica no grupo. Pedimos que os participantes não comentem fora do círculo nem identifiquem quem compartilhou cada história.
Claro! Mas avise que entrem em contato com antecedência, pois alguns grupos têm vagas limitadas para manter a qualidade do acolhimento.
Cada grupo tem uma energia diferente. Se não rolar aquele 'clique', tudo bem! O importante é você se sentir acolhido. Podemos te indicar outros grupos até você encontrar o seu lugar.
Existem diferentes opções disponíveis, com valores que podem variar.
Para proteger a privacidade de todos, não permitimos gravações. Mas você pode anotar suas próprias impressões para conversar depois com seu terapeuta.
Aqui não discutimos política, religião ou qualquer tema que possa gerar conflito. Nosso foco é no acolhimento. Se algo te incomodar, o facilitador está lá para mediar.
Geralmente de 1h30 a 2h, com uma pausa para o café. O primeiro encontro pode ser um pouco mais longo para as apresentações iniciais.
Preferencialmente, não. A dinâmica do círculo depende da presença de todos desde o início. Mas se for inevitável, avise com antecedência para o facilitador.
Não emitimos certificados, pois não se trata de um curso, mas sim de uma experiência de troca e acolhimento mútuo.
Sempre que possível, sim! Mas converse antes com o facilitador para que ele possa acolhê-los da melhor forma possível.

Descubra o poder da escuta que acolhe