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Esportes Inclusivos no Brasil: Descubra Como Começar no Esporte Adaptado

Os esportes inclusivos são uma porta aberta para que pessoas com diferentes tipos de deficiência possam viver a paixão pelo esporte, competir e se divertir. Aqui, o que importa é a superação e a alegria de jogar junto.

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Introdução Visual

um menino jogando basquete
Sinalização de acessibilidade
Photo by Erik Mclean on Unsplash
bicicleta preta estacionada ao lado de parede branca e amarela
Photo by Mak on Unsplash
uma placa azul em uma parede de tijolos que diz acesso lateral do prédio
símbolo de acessibilidade
Um grupo de homens andando em cadeiras de rodas
pessoa de jaqueta rosa em pé na calçada de concreto cinza
Um grupo de homens andando de bicicleta na rua
mulher sentada em cadeira de rodas durante corrida beneficente
Uma placa branca com uma imagem em preto e branco de uma pessoa em cadeira de rodas
homem usando cadeira de rodas verde para locomoção
um símbolo de acessibilidade pintado em uma calçada de tijolos
Photo by Amit Bansal on Unsplash
um símbolo de acessibilidade pintado no chão de um estacionamento
logotipo de acessibilidade em azul e branco
Photo by Matt Artz on Unsplash
um símbolo de acessibilidade pintado no chão
Photo by Jakub Pabis on Unsplash
homem de camisa vermelha e calça azul sentado em um skate vermelho e preto
Photo by yoitok on Unsplash
símbolo de acessibilidade pintado no asfalto da rua
Photo by iwin on Unsplash
a sombra de uma pessoa em uma cadeira de rodas no chão
Photo by Jakub Pabis on Unsplash
símbolo de acessibilidade pintado em superfície azul
símbolo de acessibilidade pintado no chão de um estacionamento
Photo by Jakub Pabis on Unsplash

Antecipação

Sempre fui apaixonado por esportes, mas depois do acidente, achei que nunca mais iria sentir aquela adrenalina de jogar em equipe. Até que um dia, na fila do SUS, conheci o João, que me contou sobre o projeto de basquete adaptado no clube da cidade. Fiquei com o pé atrás, né? Mas o João insistiu: 'Cara, vai por mim, é igual feijoada - tem que provar pra saber como é boa!'. Resolvi dar uma chance, mesmo com o coração na mão.

Imersão

Meu primeiro treino foi uma verdadeira festa! O som das rodas deslizando no piso parecia um samba no pé, e o barulho da bola quicando marcava o ritmo. O técnico, um ex-atleta que perdeu os movimentos das pernas num acidente de moto, me recebeu com um abraço apertado: 'Bem-vindo ao time, guerreiro! Aqui a gente cai, mas sempre levanta!'. Quando fiz minha primeira cesta, foi como fazer um gol em final de campeonato! Até o pessoal da arquibancada - mães, pais, amigos - começou a gritar e bater palmas. A energia era contagiante, igual aqueles jogos de domingo na TV, só que eu era o protagonista da história.

Reflexão

Hoje, olhando pra trás, vejo como o esporte mudou minha vida. Não foi só o corpo que ficou mais forte - a cabeça também! Aprendi que limitação mesmo é a gente que coloca na nossa mente. No time, conheci histórias incríveis: tem o Pedro, que joga com uma mão só e faz jogadas de deixar qualquer um de queixo caído, e a Ana, que é cega e joga golbol como ninguém. O esporte nos uniu e mostrou que, quando a gente quer, é capaz de ir muito além do que imagina. E o melhor: tudo isso regado a muito cafézinho e risadas depois dos treinos, porque no final, o que fica mesmo são as amizades e as histórias pra contar.

A cada conquista, por menor que seja, a autoconfiança vai lá pra cima. É ver o brilho no olhar de quem achou que nunca faria um esporte na vida!
Melhora a respiração, fortalece os músculos e ainda ajuda a controlar o peso. O corpo todo agradece!
O time vira uma segunda família. A galera se ajuda, compartilha experiências e ainda marca uns roles juntos.
Cada treino é uma nova chance de mostrar pra si mesmo que é capaz de ir além do que imaginava.
No esporte, o que importa é a garra de cada um, não as limitações. Todo mundo joga junto, cada um do seu jeito.
O bem-estar vai muito além do físico. A mente também agradece com menos estresse e mais disposição.
Muitos atletas paralímpicos começaram assim e hoje vivem do esporte, seja competindo ou dando aulas.
  1. Dá uma pesquisada na internet por 'esportes adaptados' + sua cidade. O pessoal do CRAS e dos CRRs sempre tem boas indicações.
  2. Manda uma mensagem no WhatsApp do local mais próximo e marca de conhecer o espaço. Não tenha vergonha de fazer mil perguntas!
  3. Marca uma consulta com seu médico para fazer um check-up e pegar o atestado liberando para atividades físicas.
  4. Vai no seu primeiro treino de boas, sem pressão. Leva uma garrafa d'água, um lanchinho leve e muita disposição!
  5. Converse com os veteranos. Eles sempre têm dicas valiosas e vão te ajudar a se sentir em casa.
  6. Não se cobre tanto no começo. Todo mundo já foi iniciante um dia, até o campeão paralímpico!
  7. Depois de algumas aulas, veja se quer investir em equipamentos próprios. Mas calma, não precisa comprar nada caro logo de cara.
  • Atestado médico liberando para prática esportiva
  • Roupas confortáveis e tênis adequado
  • Garrafa de água para hidratação
  • Toalha de rosto
  • Protetor solar e boné/chapéu para atividades ao ar livre
  • Documento de identificação com foto
  • Cartão SUS ou convênio médico (quando aplicável)

Todas as atividades devem ser realizadas com acompanhamento de profissionais qualificados. Recomendamos avaliação médica prévia. As instalações são adaptadas e contam com equipe especializada para atender diferentes tipos de deficiência. Crianças e adolescentes devem estar acompanhados dos responsáveis.

Nem pensar! A maioria das pessoas que chega nunca praticou esporte adaptado. Os professores estão acostumados com iniciantes e vão te ensinar tudo do zero, no seu ritmo.
Tem opções pra todos os bolsos! Muitas prefeituras oferecem atividades gratuitas, e as associações costumam ter preços acessíveis. Alguns planos de saúde até cobrem como atividade terapêutica.
Depende do seu tipo de deficiência e do que você gosta de fazer. O ideal é experimentar algumas modalidades. O basquete em cadeira de rodas é um dos mais populares, mas tem também natação, atletismo, tênis de mesa, bocha... É só encontrar o seu!
Não precisa se preocupar com isso agora. Os locais de treino geralmente têm equipamentos para emprestar nos primeiros meses. Depois, se você se identificar mesmo com o esporte, aí sim pode pensar em adquirir a sua.
Leva ele pra assistir a um treino, sem compromisso. Quando vir a energia do pessoal jogando, a alegria e a descontração, com certeza vai ficar com vontade de experimentar. E se não gostar, tudo bem também!
Tem sim, e muitas! Desde campeonatos locais até as Paralimpíadas. Mas não precisa se preocupar com isso agora. O importante é começar, se divertir e ir no seu ritmo. Quem sabe você não descobre um talento escondido?
Claro! É até recomendado ir acompanhado nas primeiras vezes, até pegar o jeito. Só avisa antes no local para eles se organizarem.
De jeito nenhum! Tem gente começando com 8 anos, outros com 80. Cada um no seu tempo. O importante é querer se mexer e se divertir.
Tudo bem também! O legal é que existem muitas opções. Se não gostou do basquete, pode ser que curta a natação. O importante é não desistir na primeira tentativa.
Depende do local. Alguns espaços são exclusivos para PCDs, mas muitos são inclusivos e aceitam pessoas sem deficiência também. É uma ótima forma de todo mundo aprender junto!
Aí o bicho pega! Os treinos ficam mais puxados, com foco em técnica e preparo físico. Mas calma, isso é só se você quiser mesmo levar a sério. A maioria das pessoas vai pela diversão e pelos amigos.
Dá uma olhada no site do Comitê Paralímpico Brasileiro ou nas redes sociais das associações da sua cidade. Sempre tem muita coisa legal rolando!

Vem viver essa experiência transformadora e descubra como o esporte pode mudar sua vida!